Creatina e Privação do Sono.
- Vinícius Altafim
- 28 de jan.
- 9 min de leitura
Um estudo realizado por várias universidades investigou a relação entre a utilização da creatina e a privação do sono. O estilo de vida moderno e a pressão no trabalho favorecem a privação de sono, levando a mais acidentes, redução do desempenho e doenças crônicas. Para diminuir essas consequências negativas, substâncias psicoativas como a cafeína ganharam imensa popularidade nas últimas décadas. A comunidade esportiva valoriza a creatina em sentido ergogênico, para melhorar o desempenho físico máximo, mas, desta vez, ela foi testada no contexto de doenças neurodegenerativas. Portanto, o estudo se deparou com um desafio logo no início: todos os estudos que relacionavam os benefícios da creatina em relação à melhora cognitiva foram feitos com duração de semanas, e não em curto prazo.
Participantes do estudo:Quinze indivíduos saudáveis (8 mulheres, com idade média de 23 anos). Nenhum apresentava sinais de distúrbios do sono, doenças psiquiátricas ou neurológicas, abuso de álcool ou drogas, era fumante ou fazia uso de qualquer medicação. Os participantes foram instruídos a dormir todas as noites às 23h, acordar às 7h da manhã e registrar seus horários de sono/vigília duas semanas antes e entre as sessões.
Procedimento experimental:Como em todo estudo, existiu o grupo placebo, que não recebeu a creatina de fato e, nesse caso, recebeu amido de milho, e o grupo que realmente recebeu a creatina, que utilizou creatina monohidratada.
Conclusão:A principal conclusão do estudo foi que uma dose única elevada de creatina pode parcialmente reverter alterações metabólicas induzidas pela privação de sono e atenuar a deterioração cognitiva relacionada à fadiga. O suplemento induziu mudanças favoráveis nos principais indicadores de energia cerebral, incluindo maiores níveis de fosfocreatina e melhores relações de energia celular (como PCr/Pi), e ajudou a prevenir a queda de pH, que normalmente ocorre durante a privação de sono e está associada à fadiga metabólica. Essas alterações sugerem que a creatina foi capaz de manter melhor a disponibilidade de energia no cérebro sob estresse de sono perdido, algo que normalmente diminui durante longos períodos acordados.
Em termos de desempenho mental, o estudo mostrou que a ingestão de creatina melhorou indicadores cognitivos em comparação ao placebo. Embora o artigo não forneça uma única porcentagem geral para todos os testes, análises detalhadas de mudança percentual indicam que:
• Testes de memória de palavras melhoraram em cerca de 10% com creatina em relação ao placebo em condições de privação de sono.
• A velocidade de processamento em tarefas como linguagem, lógica e numérica aumentou entre 16% e 29% com creatina em comparação ao placebo.
• Em testes nos quais a reação rápida é crítica, a creatina também reduziu a sensação de fadiga em cerca de 8% em relação ao grupo placebo.
Esses efeitos começaram a ser observados cerca de 3 horas após a ingestão de creatina, atingiram o pico por volta de 4 horas e foram detectáveis por até 9 horas após a dose, indicando que a suplementação única teve efeitos relativamente rápidos e duradouros no contexto do estudo.

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